Wilson Montevechi Psicólogo em Campinas-SP

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O que é ser tímido e como lidar com a timidez? 4 dicas!

Mãos frias, coração acelerado, suor frio, gagueira.

Isso te lembra alguma coisa?

Só quem já experimentou essas reações, ao ter de falar em público, ou, ao ter de falar com uma pessoa desconhecida, sabe de fato o que é ser tímido.

E, sabe ainda melhor a sensação angustiante e, por vezes, apavorante, de como é querer opinar em uma conversa e simplesmente não conseguir.

Pois é, a timidez é uma característica do ser humano que pode se tornar incapacitante e frustrante para quem a tem.

O tímido sofre com o seu jeito de ser e pode ser gravemente prejudicado em suas relações sociais.

Por isso, resolvi trazer esse tema e discutir algumas soluções eficientes que podem te ajudar a vencer de uma vez por todas esse quadro.

Mas, antes de apresentar as dicas é importante entendermos o que é a timidez. Confira!

O que é ser tímido?

A timidez é uma emoção que deixa as pessoas desconfortáveis diante de situações em que haja a necessidade de algum tipo de exposição, seja em público, seja em uma simples conversa.

Também, é considerada uma característica de personalidade, especialmente dos mais introvertidos.

Quem é tímido pode apresentar reações físicas ao precisar falar em público, como:

  • Tremer;
  • Suar frio;
  • Gaguejar;
  • E, em alguns casos, até mesmo desmaiar!

Conversar com alguém que não conhece pode ser uma situação apavorante para o tímido.

Apesar de ser considerada como uma característica de um indivíduo, em níveis alterados, a timidez tem o potencial de prejudicar as relações e afetar o dia a dia de qualquer um.

Mas, por que ela acontece? Por que é tão difícil a exposição para algumas pessoas?

Abaixo você verá algumas possíveis causas para essa emoção.

Quais são as causas

Existem alguns sentimentos e circunstâncias que levam ao desenvolvimento da timidez.

Um dos motivos pode estar no medo de não ser aceito.

Geralmente, esse medo está baseado em crenças de inutilidade.

Ou seja, o indivíduo acredita que tudo o que ele irá falar pode ser considerado uma bobagem ou achar que suas opiniões não serão aceitas pelo grupo.

Como consequência, ele se retrai e se torna o que menos fala em uma roda de amigos.

Atrelado a esse medo está o sentimento de insegurança.

Afinal, o indivíduo não confia em si mesmo para ser autêntico nas relações uns com os outros.

A ausência de habilidades sociais e o perfeccionismo são dois outros grandes fatores que explicam a timidez.

A pessoa pensa inúmeras vezes antes de fazer um comentário em uma reunião pelo desejo de não querer errar nunca.

Se você se encaixa em alguma dessas situações, tenha em mente que todos somos diferentes uns dos outros e errar faz parte da natureza humana!

Quais são os tipos de timidez?

De modo geral, existem 3 tipos de timidez.

Entendê-las é fundamental para compreender o nível emocional que é associado a cada uma delas.

Abaixo, eu comento um pouco sobre cada uma. Veja!

Proposital

A timidez proposital é caracterizada por uma timidez extrema, na qual o indivíduo não consegue se relacionar.

Ele tem vergonha da própria pessoa e opta sempre por ficar em isolamento.

É antissocial e, por vezes, apresenta certa aversão à humanidade.

Tem forte tendência a desenvolver sentimentos de ansiedade, o que pode piorar ainda mais o quadro tímido e afetar seriamente sua vida profissional, amorosa e social.

Por ser grave, é ideal o auxílio psicológico.

Situacional

Como o próprio nome sugere, a timidez situacional ocorre em circunstâncias que exigem certo grau de segurança, como falar para uma platéia.

A pessoa consegue interagir com familiares e amigos, questionar, opinar, argumentar, mas falar ao público já apresenta dificuldades.

Crônica

O tipo crônico de timidez é um pouco parecido com a proposital.

Sendo que, neste tipo, o indivíduo até consegue realizar suas atividades diárias, como trabalhar e estudar, mas ainda assim é tímido em todas as áreas de sua vida.

Não consegue falar com desconhecidos, pessoas do sexo oposto e nem fazer amizades, é inseguro diante de pessoas que considera autoridades e rejeita oportunidades para falar em público.

É possível vencer a timidez?

Bom, primeiro preciso esclarecer que a timidez não é algo ruim.

Assim como há pessoas extrovertidas, há também pessoas introvertidas, cuja característica principal da introversão é justamente a timidez.

Entretanto, quando um tímido começa a ter problemas em sua vida por causa desse traço, é hora de mudar!

E sim, é perfeitamente possível vencer essa timidez que tanto angustia, amedronta e afeta a vida de quem a tem.

Para isso, vou lhe dar 4 dicas no tópico a seguir.

Como lidar com a timidez? Veja 4 dicas que podem ajudar!

Cada ser humano é diferente do outro, com necessidades únicas e incomparáveis.

Entretanto, expus abaixo algumas dicas que são fundamentais e indispensáveis para lidar com a timidez e que podem ser úteis para qualquer indivíduo que deseja lidar com ela de uma forma saudável.

1.   Se conheça

Para vencer a timidez é importante desenvolver o seu autoconhecimento.

Olhe para dentro de si e busque compreender a essência da sua história, dos seus traumas, medos e inseguranças.

Talvez a razão da sua timidez possa estar em uma repreensão que você recebeu em público lá na sua infância, por exemplo, e isso fez com que você se retraísse posteriormente.

Analise em qual momento de sua vida a timidez iniciou e, se possível, comece um processo terapêutico para cuidar desses traumas emocionais.

2.    Cuide dos seus pensamentos

Junto ao processo de autoconhecimento, verifique seus pensamentos.

Pessoas tímidas tendem a se enxergar de uma forma negativa.

Não enxergam suas potencialidades e focam somente nas próprias limitações.

Treine seus pensamentos para manter a atenção nas suas habilidades e naturalize seus defeitos.

3.    Arrisque-se

Para um tímido, esse comando: “arrisque-se” pode ser apavorante.

Mas, deixa eu te contar um segredo:

“Se você deseja vencer a timidez, você precisará se arriscar em algum momento!”

Terá que estar disposto a conversar com pessoas desconhecidas e expor suas opiniões em rodas de conversa.

Mas, calma!

Não precisa ter pressa e muito menos acertar logo de primeira.

No início, você provavelmente ficará apreensivo e pode até achar que colocou os pés pelas mãos.

Porém, é a prática que fará com que você conquiste a confiança e comece e perceber que você também é capaz.

São três pequenos  detalhes que vão fazer toda a diferença aqui:

“Treino, paciência e perseverança.”

4.   Se reconheça como um ser humano

Como eu disse antes, o perfeccionismo é umas das causas mais comuns que explicam a timidez.

Pelo medo de errar ou, de falar algo que não devia, a pessoa se fecha em seu mundo interior, cheio de julgamentos contra sua própria personalidade.

Mas, não se esqueça de que o erro faz parte do ser humano.

Quem é programado para não dar defeitos é o computador, o robô, o celular, entre outras tecnologias.

E, ainda assim eles erram!

Mas, você não é uma máquina e sim um ser humano em constante evolução.

Como saber se minha timidez é grave? E, quando devo buscar ajuda!

A timidez se torna grave quando começa a afetar as suas tarefas, sua rotina, seus relacionamentos, trabalho e sua vida em geral.

Se você percebe que ser tímido está te prejudicando, procure ajuda psicológica!

Através de um processo de psicoterapia, junto ao psicólogo, você vai compreender as razões da sua timidez e encontrar estratégias para lidar com essa característica em seu dia a dia.

Aqui no blog, já publiquei outro artigo onde discuto de forma mais profunda sobre a Autoconfiança e compartilho, também, algumas dicas para desenvolvê-la no dia a dia.

Dê uma passada por lá e aproveite para complementar sua leitura!

E, não desista.

Obrigado por chegar até aqui!

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Wilson Montevechi

Sou Psicólogo, Professor de Filosofia e Mestre em Educação! Utilizo a abordagem Fenomenológica –Existencial afim de oferece um diálogo profundo entre a Psicologia e a Filosofia, proporcionando uma maior conhecimento do Ser Humano em seus aspectos racionais e emocionais.

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Sou Psicólogo, Professor de Filosofia e Mestre em Educação! Utilizo a abordagem Fenomenológica –Existencial afim de oferece um diálogo profundo entre a Psicologia e a Filosofia, proporcionando um maior conhecimento do Ser Humano em seus aspectos racionais e emocionais.

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