Wilson Montevechi Psicólogo em Campinas-SP

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O que é transtorno de estresse pós-traumático? Confira!

Nos altos e baixos da vida é natural enfrentarmos situações ruins que exigem de nós um bom equilíbrio emocional.

Entretanto, alguns indivíduos passam por eventos tão drásticos que as emoções se desequilibram, originando um distúrbio psíquico chamado transtorno de estresse pós-traumático, também conhecido como TEPT.

Esse tipo de transtorno é grave e atinge cerca de 15 a 20% das pessoas que vivenciaram algum tipo de situação violenta.

Por isso, falar do assunto e mostrar as formas de lidar com o distúrbio é mais urgente do que nunca, até porque os sinais da TEPT podem surgir em até 6 meses após o evento ocorrido mascarando o evento traumático como causa.

Neste artigo, vamos ver algumas formas como lidar e prevenir o estresse pós-traumático e, também, conhecer um pouco sobre suas causas e tratamentos.

Mas, antes é importante que você entenda o que é esse transtorno. Confira!

O que é transtorno de estresse pós-traumático?

O transtorno de estresse pós-traumático é um conjunto de sintomas ansiosos gerados após um evento traumático.

Evento traumático é caracterizado como toda situação na qual o indivíduo não conseguiu lidar, isto é, expor as emoções reativas esperadas diante daquela situação.

Ou seja, em um acidente automobilístico, por exemplo, é esperado que a pessoa fique nervosa, chore ou até mesmo fique em “estado de choque”.

No entanto, o sofrimento se torna tão grande que a mente do indivíduo “esconde” essas reações emocionais no campo psíquico e as transfere para o corpo.

Dias, semanas ou meses depois, o indivíduo com TEPT começa a apresentar os sintomas do distúrbio, tais como pesadelos, irritabilidade, isolamento social, entre outros.

O que causa?

A causa do transtorno se encontra no próprio evento em si.

O indivíduo enfrenta uma situação envolvendo atos de violência, sejam elas físicas ou verbais, e a mesma pode representar, para o indivíduo, algum tipo de ameaça.

É importante ressaltar que o evento traumático é particular para cada pessoa.

Nem todo mundo que passa por um mesmo evento desagradável irá desenvolver TEPT.

Tudo vai depender de como a pessoa irá reagir.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado com base em critérios sintomatológicos.

É necessário que o paciente manifeste os sintomas de TEPT para fechar o quadro psíquico.

Os principais sinais e sintomas, são:

  • Hipervigilância;
  • Revivência do evento traumático;
  • Sofrimento psicológico intenso ao se lembrar do trauma;
  • Lembranças recorrentes;
  • Pesadelos envolvendo o evento do trauma;
  • Isolamento social;
  • Entre outros.

Além disso, esses sintomas geralmente são persistentes e recorrentes e estão relacionadas a uma experiência clara de evento traumático que produza sofrimento para o indivíduo.

Vale ressaltar que o diagnóstico só pode ser feito por um médico devidamente habilitado e registrado.

Geralmente, é o psiquiatra quem identifica o transtorno de estresse pós-traumático.

Qual o tratamento?

O tratamento se dá por meio de psicoterapia realizada com psicólogos.

O objetivo da terapia vai depender da abordagem psicológica adotada pelo profissional, mas, geralmente, ele auxilia o paciente no controle da ansiedade, desenvolvendo estratégias de equilíbrio emocional.

Em casos mais graves, a intervenção medicamentosa é inserida no processo de tratamento com o intuito de amenizar sintomas incapacitantes, como quadros depressivos, por exemplo.

No entanto, os remédios só podem ser receitados exclusivamente por um médico psiquiatra e quando, de fato, houver real necessidade.

Quanto tempo o estresse pós-traumático pode durar?

O estresse pós-traumático pode ter duração de mais de 1 mês com manifestação de sintomas recorrentes.

Como também, pode surgir apenas 6 meses depois do evento traumático, incapacitando drasticamente o indivíduo em suas atividades do cotidiano.

Sem o tratamento, o indivíduo pode conviver com o transtorno durante toda a sua vida, com possibilidade de amenização dos sintomas.

Porém, apesar dos sintomas se tornarem mais leves ao longo do tempo, ainda assim o portador do transtorno enfrentará dificuldades no seu dia a dia, como irritabilidade e pesadelos frequentes.

Por isso, é importante que a pessoa procure ajuda profissional para ter uma vida plena e bem-estar em seus dias.

Além disso, o transtorno de estresse pós-traumático pode ser uma extensão de um estresse intenso.

Saber gerenciar situações estressoras é fundamental para evitar a TEPT.

Como prevenir e lidar com o estresse pós-traumático?

Como dito no início do artigo, é natural enfrentarmos situações ruins ao longo da vida.

Conflitos inesperados ocorrem exigindo de cada pessoa controle emocional para lidar com eles.

Diante disso, a primeira atitude a adotar como prevenção do estresse pós-traumático é o entendimento de que estresses acontecem.

Isso mesmo, o estresse faz parte da vida!

Estranho seria se um indivíduo ficasse calmo e tranquilo diante de um prédio pegando fogo, por exemplo.

Entretanto, é necessário saber lidar com esse estresse e utilizá-lo ao seu favor.

Uma situação conflituosa pode dar origem a novos caminhos, rumos e soluções, fazendo você sair da zona de conforto.

Contudo, é necessário tomar cuidado para o estresse não invadir sua mente, fazendo você perder sua razão e o equilíbrio nas emoções.

Para isso, seguem algumas dicas que podem ajudar:

  • Tenha sempre alguém para conversar e não guarde todos os seus sentimentos para si mesmo;
  • Faça terapia para se conhecer melhor e manejar as limitações de sua personalidade;
  • Cuide de sua alimentação pois certos alimentos podem aumentar ou reduzir o estresse;
  • Pratique exercícios físicos pois eles eliminam o estresse e liberam hormônios do prazer e bem-estar;
  • Evite maus hábitos, como excessos de ingestão de bebidas alcoólicas e cigarros.

O estresse pós-traumático pode ser evitado e amenizado, mas tudo dependerá de você.

Como identificar o estresse pós-traumático?

O transtorno de estresse pós-traumático pode ser identificado por meio dos sintomas listados nos tópicos acima.

Mas, existem 4 grandes características que servem como sinais de alerta para o desenvolvimento do distúrbio, que são:

  • Revivenciamento – Ao se deparar com alguma palavra, pessoa ou objeto que tenha relação com o evento traumático, o indivíduo pode apresentar algumas reações, como palpitações, transpiração excessiva e pesadelos;
  • Agitação – A vítima da situação traumática pode sentir-se frequentemente tensa, irritada, com raiva, nervosa ou ser assustada com facilidade;
  • Evitamento – O indivíduo pode evitar falar com pessoas sobre o ocorrido, se recusar a ir a locais onde aconteceu o trauma ou se esquivar de tocar em objetos relacionados com o evento que culminou a TEPT;
  • Cognição alterada – A vítima tem dificuldades para se lembrar do evento traumático logo após que aconteceu e perde o interesse em atividades antes consideradas prazerosas e agradáveis.

Ao menor sinal desse transtorno não deixe de procurar ajuda profissional.

Apesar de ser grave, o TEPT tem tratamento e o indivíduo pode viver de maneira saudável e plena.

Agradeço por ler até aqui e não deixe de conferir este outro artigo onde falo sobre Síndrome de Burnout, outro distúrbio psíquico sério que, também, merece total atenção.

Até mais!

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Wilson Montevechi

Sou Psicólogo, Professor de Filosofia e Mestre em Educação! Utilizo a abordagem Fenomenológica –Existencial afim de oferece um diálogo profundo entre a Psicologia e a Filosofia, proporcionando uma maior conhecimento do Ser Humano em seus aspectos racionais e emocionais.

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Sou Psicólogo, Professor de Filosofia e Mestre em Educação! Utilizo a abordagem Fenomenológica –Existencial afim de oferece um diálogo profundo entre a Psicologia e a Filosofia, proporcionando um maior conhecimento do Ser Humano em seus aspectos racionais e emocionais.

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