Como ajudar alguém em crise de ansiedade

Como ajudar alguém em crise de ansiedade? 12 dicas!

Agende uma avaliação psicológica!

O primeiro passo é sempre o mais importante em qualquer jornada.

Sumário

Você já se viu diante de alguém em plena crise de ansiedade e não saber como ajudar?

Essa situação pode ser assustadora para ambos os lados, tanto para quem vivencia a crise quanto para quem testemunha.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 9,3% da população brasileira é afetada pelo transtorno de ansiedade.

Esse dado também revela que o Brasil possui a população mais ansiosa do mundo.

Quando estamos diante de alguém em sofrimento agudo, nosso instinto natural é querer resolver o problema rapidamente, mas nem sempre sabemos como proceder.

Oferecer o suporte adequado requer conhecimento específico e uma abordagem sensível.

Neste artigo, você irá aprender como ajudar alguém durante uma crise de ansiedade, desde o reconhecimento dos sintomas até as ações mais adequadas para poder oferecer um suporte efetivo.

Boa leitura!

O que é uma crise de ansiedade?

A crise de ansiedade, também conhecida como ataque de pânico, é um episódio de intenso medo ou desconforto que surge abruptamente e atinge seu pico em minutos.

Durante esse período, a pessoa experimenta uma cascata de reações físicas e emocionais intensas.

Sintomas

Os sintomas de uma crise de ansiedade podem ser tanto físicos quanto psicológicos, e costumam ser bastante intensos.

Entre os principais sintomas físicos, estão:

  • Palpitações ou taquicardia;
  • Sudorese excessiva;
  • Tremores ou abalos;
  • Insônia;
  • Sensação de falta de ar ou sufocamento;
  • Dor ou desconforto no peito;
  • Náusea ou desconforto abdominal;
  • Tontura, vertigem ou sensação de desmaio.

Já os sintomas psicológicos podem incluir:

  • Medo intenso de perder o controle;
  • Sensação de irrealidade ou despersonalização;
  • Medo de morrer;
  • Pensamentos acelerados e catastróficos.

É importante ressaltar que, embora extremamente desconfortáveis, as crises de ansiedade não representam risco real à vida, apesar de muitas pessoas sentirem como se estivessem tendo um ataque cardíaco ou prestes a morrer.

Causas

As crises de ansiedade podem ter diversas origens, raramente surgindo de uma única causa.

Estudos mostram que fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais interagem de forma complexa na manifestação desses episódios.

Entre os principais fatores desencadeantes estão:

  • Predisposição genética;
  • Desequilíbrios neuroquímicos;
  • Estresse crônico;
  • Traumas passados não processados;
  • Uso de substâncias como cafeína, álcool e drogas;
  • Mudanças significativas na vida.

A crise de ansiedade é uma resposta exacerbada do mecanismo natural de luta ou fuga do nosso corpo.

O cérebro interpreta erroneamente uma situação como perigosa e desencadeia uma série de reações fisiológicas preparando o organismo para enfrentar ou escapar desse suposto perigo.

Quanto tempo dura uma crise de ansiedade

Tipicamente, uma crise de ansiedade atinge seu pico em cerca de 10 minutos e tende a se dissipar completamente em até 30 minutos.

Em alguns casos, no entanto, os sintomas podem durar mais tempo ou ocorrer em ondas sucessivas, dando a impressão de uma crise prolongada.

É comum que após a crise, a pessoa sinta exaustão física e mental, podendo permanecer com sensação de fragilidade e apreensão por horas ou até dias após o episódio.

Como identificar se realmente é uma crise de ansiedade?

Saber identificar corretamente uma crise de ansiedade é importante para conseguir oferecer o suporte adequado.

O desafio está em diferenciar estes episódios de outras condições médicas que podem apresentar sintomas semelhantes, como problemas cardíacos, alterações na pressão arterial ou crises de hipoglicemia.

Alguns sinais que ajudam a identificar uma crise de ansiedade são:

  • O surgimento súbito e intenso dos sintomas;
  • A presença simultânea de sintomas físicos e psicológicos;
  • A sensação de medo iminente e desproporcional à situação real;
  • Duração limitada dos sintomas mais intensos (geralmente alguns minutos);
  • Alívio gradual dos sintomas sem intervenção médica.

É importante observar que, se a pessoa apresentar sintomas incomuns como dor irradiando para o braço esquerdo, histórico de problemas cardíacos ou se for a primeira crise, é recomendável buscar atendimento médico imediato para descartar outras condições.

Em caso de dúvida sobre a natureza dos sintomas, principalmente em pessoas que nunca tiveram crises anteriormente ou que possuem fatores de risco para problemas cardíacos, o mais seguro é sempre buscar avaliação médica.

Como ajudar alguém durante uma crise de ansiedade?

Quando nos deparamos com alguém em plena crise de ansiedade, nossa resposta pode fazer toda a diferença.

A seguir, irei apresentar 12 estratégias práticas para oferecer ajuda adequada durante esses episódios.

1. Mantenha a calma e adote uma postura acolhedora

Ao presenciar uma crise de ansiedade, a primeira e mais importante atitude é manter a calma.

A ansiedade pode ser “contagiosa” e, se você demonstrar nervosismo ou pânico, isso pode intensificar os sintomas da pessoa em crise.

Adote uma postura tranquila, com tom de voz sereno e movimentos suaves.

Posicione-se no mesmo nível da pessoa (se ela estiver sentada, sente-se também) para estabelecer uma conexão mais igualitária e menos intimidadora.

Demonstre disponibilidade e acolhimento através de expressões faciais e linguagem corporal abertas.

Frases como “Estou aqui com você” ou “Vamos passar por isso juntos” podem transmitir segurança e suporte emocional.

Lembre-se que sua presença calma funciona como uma “âncora emocional”, ajudando a pessoa a se reconectar com a realidade e a sentir que não está sozinha naquele momento de fragilidade.

2. Estimule a técnica de grounding (5-4-3-2-1)

A técnica de grounding é particularmente eficaz durante crises de ansiedade porque ajuda a pessoa a se reconectar com o momento presente, interrompendo o ciclo de pensamentos catastróficos.

O método 5-4-3-2-1 estimula os cinco sentidos de forma estruturada.

Guie a pessoa gentilmente com comandos simples:

  • 5 coisas que pode ver – “Olhe ao redor e me diga cinco coisas que você consegue enxergar agora”;
  • 4 coisas que pode tocar – “Toque quatro objetos diferentes e perceba suas texturas”;
  • 3 coisas que pode ouvir – “Preste atenção em três sons diferentes ao seu redor”;
  • 2 coisas que pode cheirar – “Identifique dois aromas presentes no ambiente”;
  • 1 coisa que pode saborear – “Perceba um sabor em sua boca”.

Esta técnica demonstrou eficácia em estudos clínicos por ativar áreas do cérebro responsáveis pela atenção consciente, reduzindo a atividade nas regiões ligadas ao medo e ansiedade.

Ao guiar a pessoa neste exercício, você a ajuda a “ancorar” no momento presente, desviando o foco dos pensamentos ansiosos e das sensações físicas desconfortáveis.

3. Afaste a pessoa de ambientes estimulantes

Durante uma crise de ansiedade, o sistema nervoso já está sobrecarregado, e ambientes com muitos estímulos podem piorar a situação.

Se possível, conduza a pessoa para um local mais tranquilo, com menos ruídos, luzes intensas ou multidões.

Procure um ambiente com temperatura agradável, pouca movimentação e, se disponível, alguma privacidade.

Espaços abertos com acesso a ar fresco podem ser benéficos para pessoas que sentem falta de ar durante as crises.

Se não for possível mudar de ambiente, tente minimizar os estímulos:

  • Diminua o volume de sons;
  • Reduza a intensidade das luzes;
  • Ou, peça para as pessoas ao redor darem um pouco de espaço.

Esta mudança ambiental ajuda a reduzir a sobrecarga sensorial, facilitando a regulação do sistema nervoso autônomo e permitindo que técnicas de acalmamento sejam mais efetivas.

Lembre-se de que a transição para este ambiente mais calmo deve ser feita sem pressa ou movimentos bruscos, respeitando o ritmo e as necessidades da pessoa em crise.

4. Evite perguntas complexas ou que exijam decisões durante a crise

Durante uma crise de ansiedade, a capacidade cognitiva fica significativamente comprometida.

O cérebro está em modo de “sobrevivência”, com recursos limitados para processamento de informações complexas.

Por isso, evite fazer perguntas que exijam análises elaboradas ou tomadas de decisão.

Perguntas como “O que você acha que desencadeou isso?” ou “O que você quer fazer agora?” podem sobrecarregar ainda mais a pessoa.

Em vez disso, opte por perguntas simples e diretas, como:

  • “Você prefere ficar sentado ou em pé?”
  • “Posso abrir a janela para entrar mais ar?”
  • “Um copo de água ajudaria?”

Se precisar oferecer opções, limite-as a apenas duas alternativas simples.

A simplicidade das interações reduz a carga cognitiva e evita o aumento da ansiedade por pressão de escolha.

Neste momento, comunicações curtas, claras e objetivas são mais eficazes, pois exigem menos esforço mental para serem processadas por alguém em estado de estresse agudo.

5. Ofereça contato físico apropriado somente se houver consentimento

O contato físico pode ser extremamente reconfortante durante uma crise de ansiedade, mas também pode ter o efeito oposto, dependendo da pessoa.

O toque pode liberar oxitocina e reduzir níveis de cortisol, hormônios relacionados ao bem-estar e estresse, respectivamente.

Antes de qualquer contato, é fundamental perguntar: “Posso segurar sua mão?” ou “Um abraço ajudaria?”.

Respeite integralmente a resposta, mesmo que seja negativa.

Se houver consentimento, essas são algumas formas de contato que podem ajuda:

  • Segurar suavemente a mão;
  • Um toque leve no ombro ou braço;
  • Um abraço lateral se a pessoa se sentir confortável.

Para algumas pessoas, principalmente aquelas com histórico de trauma, o contato físico pode intensificar a sensação de ameaça.

Esteja atento às reações não-verbais mesmo após o consentimento verbal, pois a pessoa pode mudar de ideia durante o contato.

Lembre-se que o respeito aos limites pessoais é prioritário e demonstra empatia genuína, contribuindo para o reestabelecimento da sensação de segurança e controle.

6. Evite reações hostis

Durante uma crise de ansiedade, a pessoa está em estado de extrema vulnerabilidade emocional.

Reações hostis, impacientes ou críticas podem intensificar drasticamente os sintomas e prolongar a crise.

É fundamental evitar:

  • Minimizar a experiência com frases como “não é nada demais”;
  • Demonstrar impaciência com suspiros ou olhares de reprovação;
  • Fazer comentários que sugiram fraqueza ou exagero;
  • Usar tom de voz irritado ou expressões faciais de desaprovação.

Mesmo que a situação pareça repetitiva ou inconveniente, lembre-se que a pessoa não escolheu passar por isso.

A crise de ansiedade é uma resposta fisiológica real, não uma escolha ou comportamento manipulativo.

Substituir reações negativas por uma postura compreensiva é fundamental para criar um ambiente seguro onde a recuperação possa acontecer naturalmente.

Pratique a empatia, colocando-se no lugar da pessoa e considerando como você gostaria de ser tratado em um momento de vulnerabilidade semelhante.

7. Ofereça uma escuta ativa e sem julgamentos

A escuta ativa durante uma crise de ansiedade consiste em estar genuinamente presente para a pessoa, demonstrando interesse e compreensão pelo que ela está sentindo.

Esta prática tem demonstrado resultados significativos na redução de sintomas ansiosos em contextos terapêuticos.

Para praticar a escuta ativa:

  • Mantenha contato visual apropriado (sem encarar fixamente);
  • Acene com a cabeça ocasionalmente para demonstrar atenção;
  • Use pequenas respostas verbais como “entendo” ou “estou ouvindo”;
  • Reflita o que a pessoa diz: “Então você está sentindo como se…”;
  • Evite interromper ou completar as frases da pessoa.

Tão importante quanto ouvir é suspender julgamentos.

Evite expressões como “você está exagerando” ou “isso é bobagem”.

Lembre-se que a experiência da crise é intensamente real para quem a vivencia, mesmo que possa parecer desproporcional a um observador externo.

Esta abordagem valida os sentimentos da pessoa, contribuindo para reduzir a sensação de isolamento e incompreensão que frequentemente acompanha os episódios de ansiedade.

8. Evite frases de otimismo excessivo

Durante uma crise de ansiedade, frases excessivamente otimistas ou que invalidam os sentimentos da pessoa podem ser contraproducentes.

Embora bem-intencionadas, expressões como “pense positivo” ou “vai ficar tudo bem” podem soar como uma simplificação de um sofrimento complexo e intenso.

Evite dizer:

  • “Você não tem motivo para estar assim”;
  • “É só respirar fundo que passa”;
  • “Todo mundo fica ansioso às vezes”;
  • “Você precisa se controlar”.

Estas frases podem fazer com que a pessoa se sinta incompreendida e ainda mais isolada em seu sofrimento.

Em vez disso, opte por validar a experiência com afirmações realistas:

  • “Entendo que isso é difícil”;
  • “Estou aqui com você durante este momento”;
  • “Sei que parece intenso agora, mas as crises têm um fim”.

A validação dos sentimentos, mesmo que desconfortáveis, é mais terapêutica do que tentar eliminar rapidamente o sofrimento com frases de efeito que podem soar como minimização do problema.

9. Incentive a respiração lenta e profunda

A respiração lenta e profunda é uma das técnicas mais eficazes para acalmar o sistema nervoso durante uma crise de ansiedade.

Isto ocorre porque a respiração diafragmática ativa o sistema nervoso parassimpático, responsável por desacelerar os batimentos cardíacos e promover sensação de calma.

Guie a pessoa com instruções simples, como:

  1. “Vamos respirar juntos. Inspire lentamente pelo nariz, contando até 4”;
  2. “Segure o ar por 2 segundos”;
  3. “Agora solte o ar bem devagar pela boca, contando até 6”;
  4. “Perceba seu abdômen expandindo e contraindo com cada respiração”.

A respiração controlada é uma ferramenta poderosa para interromper o ciclo da ansiedade.

Quando respiramos profundamente, enviamos um sinal ao cérebro de que estamos seguros, ativando sistemas de relaxamento que neutralizam a resposta de luta ou fuga.

Realize este exercício por pelo menos 2-3 minutos, respirando junto com a pessoa para modelar o ritmo adequado.

Se necessário, coloque sua mão no abdômen para ajudá-la a sentir o movimento correto da respiração diafragmática.

É importante que a expiração seja mais longa que a inspiração, pois esta proporção otimiza a ativação do sistema nervoso parassimpático, responsável por reduzir a ansiedade.

10. Ajude a pessoa a se reconectar com o presente

As crises de ansiedade frequentemente envolvem uma desconexão com o momento presente, com a mente focada em preocupações futuras ou em sensações corporais intensificadas.

Técnicas de mindfulness têm demonstrado eficácia na redução de sintomas ansiosos ao promover o retorno da atenção para o momento atual.

Para ajudar na reconexão com o presente, você pode:

  • Guiar a pessoa para notar as sensações físicas neutras ou agradáveis: “Perceba o contato dos seus pés com o chão”;
  • Chamar atenção para elementos do ambiente: “Observe as cores na sala”;
  • Oferecer um objeto físico para segurar e explorar com os sentidos (como uma pedra lisa ou um pequeno objeto texturizado);
  • Fazer perguntas simples sobre o ambiente imediato.

Estas estratégias ajudam a interromper o ciclo de pensamentos acelerados e a reorientar a atenção para o momento presente, diminuindo a intensidade dos sintomas ansiosos.

Ao praticar a atenção plena, incentive uma atitude de curiosidade e não-julgamento, simplesmente observando o que está acontecendo no momento atual, sem tentar mudar a experiência.

11. Não oferecer bebidas alcoólicas

É um equívoco comum acreditar que bebidas alcoólicas podem ajudar alguém em crise de ansiedade devido ao seu efeito sedativo inicial.

Na verdade, o álcool pode piorar significativamente os sintomas de ansiedade a curto e longo prazo.

O álcool interfere no equilíbrio de neurotransmissores como serotonina e GABA, responsáveis pela regulação do humor.

Embora possa proporcionar um alívio momentâneo, à medida que o organismo metaboliza o álcool, ocorre um “efeito rebote” que intensifica sintomas como taquicardia, sudorese e sensação de pânico.

Além disso, pessoas ansiosas têm maior probabilidade de desenvolver dependência alcoólica ao associarem o consumo ao alívio temporário dos sintomas, criando um ciclo perigoso.

Em vez de oferecer álcool, opte por:

  • Água (a desidratação pode intensificar sintomas de ansiedade);
  • Chás sem cafeína, como camomila ou melissa;
  • Água com limão (o aroma cítrico pode ter efeito calmante).

Lembre-se que o álcool pode também interagir negativamente com medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos que a pessoa possa estar tomando, potencializando efeitos colaterais indesejados.

12. Mantenha a pessoa hidratada e observe sinais de melhora ou piora

A hidratação adequada é um aspecto frequentemente negligenciado no manejo de crises de ansiedade.

A desidratação, mesmo que leve, pode exacerbar sintomas como taquicardia, tontura e confusão mental, intensificando a experiência da crise.

Ofereça água em pequenos goles, evitando grandes quantidades de uma vez, o que poderia aumentar a sensação de desconforto estomacal que muitas vezes acompanha as crises de ansiedade.

Enquanto oferece suporte, observe atentamente sinais que indiquem a evolução do quadro:

Sinais de melhora:

  • Respiração mais lenta e profunda;
  • Diminuição do tremor;
  • Retorno gradual da cor normal da pele;
  • Capacidade de manter conversas mais longas;
  • Relaxamento da tensão muscular.

Sinais de piora que podem indicar necessidade de ajuda profissional:

  • Dificuldade respiratória persistente;
  • Dor no peito que não alivia;
  • Confusão mental crescente;
  • Perda de consciência;
  • Incapacidade de responder a perguntas simples.

Mantenha-se presente mesmo após os sintomas começarem a diminuir, pois é comum ocorrerem flutuações na intensidade da crise.

A presença de uma pessoa calma e atenta contribui significativamente para a estabilização do quadro.

O que fazer após a crise de ansiedade?

Depois que uma crise de ansiedade passa, inicia-se um período importante de recuperação e reflexão.

Neste momento, a pessoa geralmente se sente exausta física e emocionalmente, precisando de cuidados específicos.

Primeiramente, assegure-se de que a pessoa tenha um tempo adequado para se recuperar antes de retomar atividades.

Ofereça um espaço tranquilo para descansar e normalize a necessidade de pausa:

“É natural sentir-se cansado depois de uma crise, seu corpo trabalhou muito.”

Evite analisar imediatamente as causas da crise ou fazer perguntas invasivas.

Em vez disso, quando a pessoa estiver pronta, você pode perguntar:

“Existe algo que poderia ajudar você a se sentir mais confortável agora?”

Também é válido algumas estratégias pós-crise, como:

  • Incentivar um lanche leve se a pessoa sentir fome (a crise consome muita energia);
  • Sugerir atividades relaxantes e não estimulantes;
  • Verificar se a pessoa tem alguém que possa acompanhá-la caso não se sinta segura sozinha;
  • Normalizar a experiência sem minimizá-la: “Muitas pessoas passam por isso”.

É fundamental não pressionar a pessoa a “voltar ao normal” imediatamente.

O período pós-crise é delicado e pode durar horas, durante as quais a vulnerabilidade a novos episódios permanece elevada.

Se apropriado e a pessoa demonstrar interesse, você pode sugerir gentilmente recursos para compreender melhor a ansiedade ou estratégias preventivas para crises futuras, sempre com uma abordagem não invasiva e respeitosa.

Quando e como pedir ajuda profissional?

Embora muitas crises de ansiedade possam ser gerenciadas com as estratégias mencionadas anteriormente, existem situações em que a ajuda profissional é necessária e deve ser buscada sem hesitação.

Busque assistência médica imediata se:

  • A pessoa nunca teve uma crise antes e não há diagnóstico prévio;
  • Os sintomas são atípicos ou particularmente severos;
  • A crise dura significativamente mais tempo que o usual (mais de 30 minutos sem sinais de melhora);
  • Há dor intensa no peito que não alivia;
  • A pessoa tem histórico de problemas cardíacos;
  • Há confusão mental extrema ou perda de consciência.

Para suporte contínuo após crises recorrentes, é fundamental encorajar a busca por ajuda profissional especializada.

Ao sugerir ajuda profissional, evite frases que possam soar como julgamento, como:

“Você precisa se tratar” ou “Isso não é normal”.

Em vez disso, use abordagens que enfatizem o cuidado, como:

“Ter o apoio de um especialista pode ajudar a reduzir o sofrimento dessas crises” ou “Existem tratamentos eficazes que podem melhorar sua qualidade de vida”.

Para quem deseja iniciar esse processo de cuidado especializado com a saúde mental, estou disponível para uma consulta de avaliação.

Aqui no site, você encontrará meus contatos e mais informações sobre o meu trabalho!

Juntos, podemos compreender melhor as crises de ansiedade e desenvolver estratégias personalizadas para lidar com elas.

Você não está sozinho.

No mais, quero te agradecer por ter chegado até aqui!

Foto de perfil de autor - Wilson Montevechi - Psicólogo em Campinas -SP

Wilson Montevechi

Sou Psicólogo, Professor de Filosofia e Mestre em Educação! Utilizo a abordagem Fenomenológica – Existencial afim de oferece um diálogo profundo entre a Psicologia e a Filosofia, proporcionando um maior conhecimento do Ser Humano em seus aspectos racionais e emocionais.

Leia também!

Qual a última vez que você cuidou da sua saúde mental?

Assim como o corpo, nossa mente também merece atenção. Agende uma avaliação e descubra como a terapia pode melhorar sua qualidade de vida.

Agende uma avaliação!

Após enviar o formulário, abaixo, entrarei em contato para finalizarmos o seu agendamento!