Wilson Montevechi Psicólogo em Campinas-SP

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O que é, como funciona e como lidar com o luto?

Para a psicologia, o luto é um processo em que a pessoa enfrenta ao se deparar com uma perda.

É complexo, intenso e individual, mas, para saber como lidar com o luto é indispensável conhecer os seus estágios.

Existem 5 fases do luto que foram descritas pela primeira vez por Elisabeth Kübler-Ross, em seu livro “sobre a morte e o morrer”.

Hoje, falaremos sobre essas fases, como elas se manifestam na pessoa enlutada e o que fazer para superar o luto.

Por maior que seja a dor, é necessário vivenciar o luto.

Por outro lado, também é preciso ter muito cuidado para não permanecer nele.

Continue a leitura do texto e saiba o que fazer diante desse processo no qual todos nós iremos experimentar um dia.

O que é o luto?

Quando uma pessoa perde alguém, ela inicia um processo de sofrimento conhecido como “luto”.

O luto é um trajeto que o indivíduo percorre em meio a dor da perda e se manifesta por meio de 5 fases, a saber, sendo elas:

  • Negação;
  • Raiva;
  • Barganha;
  • Depressão;
  • E, aceitação.

Essas fases não ocorrem necessariamente em sequência e cada pessoa as vive de uma forma única.

O luto vai depender da personalidade da pessoa enlutada, do grau de proximidade com quem partiu, do tipo de relação com o que foi perdido, entre outros pontos.

De qualquer modo, por mais doloroso que seja, é fundamental não fugir do luto!

Vivenciar o sofrimento é necessário para que o enlutado consiga se restabelecer e continuar sua conexão com o mundo exterior.

Também, é importante ressaltar que o luto se dá ante a uma perda significativa.

Isto é, pessoas que passaram por um término de relacionamento, demissão de emprego ou que enfrentaram a morte de um animal de estimação, por exemplo, podem viver o processo de luto.

Quais são e como funcionam as 5 fases do luto?

A psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross apresenta o processo de luto em seu livro “Sobre a morte e o morrer”.

Na obra, a autora descreve a experiência de pessoas hospitalizadas que receberam diagnósticos de morte iminente.

Durante os relatos, Elisabeth detalha 5 estágios que hoje são conhecidos como as 5 fases do luto.

Essas fases são processos que o enlutado vivencia ao longo do sofrimento de perder alguém.

Algumas fases são estratégias que a nossa própria mente cria na tentativa de nos proteger da dor da perda.

Enquanto outras fornecem as ferramentas necessárias para a aceitação do fim.

Compreender essas fases é importante para saber lidar com o luto de uma forma mais pacífica, ter mais gentileza com o próprio eu e evitar danos à saúde psicológica.

Saiba mais nos tópicos abaixo.

1.   Negação e isolamento

Na tentativa de nos proteger da dor, a nossa mente dá início a um estágio chamado “negação”.

Nessa fase, o enlutado simplesmente nega a morte como uma reação natural do organismo.

Frases do tipo “Não posso acreditar”, “Isso não pode ser verdade” ou “Isso é impossível!” são bem comuns por quem está passando pela fase da negação.

Além disso, a negação da morte pode se apresentar através do isolamento.

A dor é tão grande e intensa, que o indivíduo procura se afastar de tudo aquilo que lembra a pessoa que se foi.

2. Raiva

A raiva é uma emoção intrínseca ao ser humano e, como tal, é considerada uma reação natural diante de situações difíceis.

No luto, a pessoa pode culpar as circunstâncias, os outros e até a si mesma por achar que poderia ter feito algo diferente para evitar a perda.

Por esse motivo, o enlutado pode ter atitudes hostis em relação aos outros, especialmente quando alguém tenta trazê-lo para a realidade.

Também pode apresentar comportamento autodestrutivo, como brigar com pessoas desconhecidas, beber exageradamente ou vandalizar propriedades alheias.

Imerso na dor e no sofrimento, a pessoa não consegue ter consciência e compreensão da gravidade de suas ações.

3. Barganha

Em uma tentativa desesperada de lidar com o luto, o indivíduo tende a realizar negociações para reverter à situação.

Se ele acredita em alguma entidade superior, uma barganha do tipo “se o senhor fizer isso, eu faço tal coisa” é bem provável que aconteça.

Diante do luto de um término de relacionamento, por exemplo, o parceiro enlutado pensa em inúmeros comportamentos que pode adotar a fim de mudar o quadro.

Por mais que a pessoa tenha plena consciência da impossibilidade de reverter à perda, ela alimenta esses pensamentos de negociação para tentar consolar a si mesma.

4. Depressão

A depressão é a fase na qual, finalmente, o enlutado começa a adquirir percepção da perda.

Os mecanismos de defesa contra a dor vão se afrouxando e aos poucos, vai surgindo o sentimento de vazio e a consciência da falta.

Neste estágio, o indivíduo pode chorar copiosamente, se isolar de amigos e familiares, perder o interesse em atividades que antes tinha prazer e se distanciar completamente do convívio social.

Como é uma fase complexa e intenso sofrimento, o apoio de pessoas queridas e a ajuda psicológica não podem ser descartados.

O estágio pode durar dias, meses ou até anos, mas se não for acompanhado corretamente, a fase pode se transformar em um sério transtorno depressivo.

A dor é o combustível da depressão, portanto é necessário superar essa fase para que o enlutado consiga chegar na fase da aceitação.

5. Aceitação

Como o próprio nome sugere, essa é a fase em que o indivíduo consegue aceitar a perda.

Ele começa a se acostumar com a falta de quem partiu e aprende a lidar com uma possível saudade.

O enlutado entende que a perda e a morte fazem parte da vida e, então, encontra novas formas de viver plenamente a sua vida.

Como lidar e superar o luto?

Para lidar com o luto e superá-lo é preciso entender que ele precisa ser vivido.

Isso mesmo!

Você precisa chorar, sofrer, sentir raiva, frustração, mergulhar na dor.

Mas, depois voltar à superfície da vida e seguir em frente.

O luto é um fenômeno comum a todos nós.

Enquanto estivermos vivos, todos passaremos por algum tipo de perda.

No entanto, cada um vive o luto de forma distinta.

Compreender como você reage à perda ou morte de alguém que muito amou é um ótimo caminho para superar a dor da ausência.

Entenda que você fez o melhor que pode naquela época.

E, ainda que ache que poderia fazer melhor, aprenda com seus erros e melhore daqui para frente.

O passado não pode ser mudado, mas podemos melhorar um pouco o nosso futuro com novas ações.

Quanto tempo uma pessoa pode ficar de luto? E, quando deve buscar ajuda profissional?

Não há um tempo certo para ficar de luto.

Cada enlutado sofre à sua maneira e no seu devido tempo.

Além disso, em um dia a pessoa pode aceitar a perda e conviver bem com a falta e no outro pode se revoltar novamente e culpar a si próprio pela perda.

O importante é entender a si mesmo e caso perceba que está perdendo o controle da situação, procurar ajuda psicológica.

Caso você, ou alguém que conheça, esteja passando por este tipo de situação e precise de um acompanhamento profissional, sinta-se a vontade para me mandar uma mensagem aqui.

A escuta terapêutica é uma ferramenta muito útil para viver o luto de forma saudável.

Lembre-se: o luto é necessário! Mas não permaneça nele!

Obrigado por chegar até aqui!

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Wilson Montevechi

Sou Psicólogo, Professor de Filosofia e Mestre em Educação! Utilizo a abordagem Fenomenológica –Existencial afim de oferece um diálogo profundo entre a Psicologia e a Filosofia, proporcionando uma maior conhecimento do Ser Humano em seus aspectos racionais e emocionais.

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Wilson Montevechi

Sou Psicólogo, Professor de Filosofia e Mestre em Educação! Utilizo a abordagem Fenomenológica –Existencial afim de oferece um diálogo profundo entre a Psicologia e a Filosofia, proporcionando um maior conhecimento do Ser Humano em seus aspectos racionais e emocionais.

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