Como lidar com o estresse no trabalho

Como evitar e lidar com o estresse no trabalho? 7 Dicas

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O primeiro passo é sempre o mais importante em qualquer jornada.

Sumário

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 30% da população global sofre de estresse relacionado ao trabalho.

Este é um fenômeno que tem de tornado cada vez mais comum e arriscado, pois ele pode aumentar em 40% o risco de problemas cardiovasculares e dobrar as chances de transtornos mentais.

O estresse no trabalho afeta diretamente nossa saúde, relacionamentos e desempenho profissional.

Em tempos onde trabalho e vida pessoal se misturam, saber gerenciar o estresse tem se tornado cada vez mais essencial.

Neste artigo, vamos explorar quais são as causas e riscos do estresse laboral, seus tipos e qual a sua relação com o Burnout.

Também irei compartilhar algumas dicas que podem te ajudar a transformar sua relação com o trabalho e melhorar sua qualidade de vida.

Boa leitura!

Quais são as principais causas do estresse no trabalho?

O estresse laboral é, infelizmente, uma realidade enfrentada por muitos profissionais.

Entre as causas mais comuns está a pressão por prazos, que exige dos profissionais uma eficiência extrema em curto período, gerando ansiedade e tensão.

A carga de trabalho excessiva também é um grande vilão.

Trabalhar mais de 55 horas por semana aumenta significativamente os riscos à saúde, como o desenvolvimento de doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais.

Isso não apenas afeta a saúde física, mas também mina as relações interpessoais e a vida pessoal dos profissionais.

Além disso, um ambiente de trabalho tóxico pode impactar negativamente a saúde mental dos colaboradores.

A falta de empatia e os constantes desentendimentos criam um círculo vicioso de desmotivação e improdutividade, levando a um desgaste emocional significativo que se estende além do horário de trabalho.

Quais os riscos do estresse excessivo no trabalho?

O estresse excessivo no ambiente de trabalho representa um perigo significativo tanto para a saúde mental quanto física dos trabalhadores.

Psicologicamente, pode levar a condições como ansiedade e depressão, além de contribuir para o esgotamento profissional, conhecido como burnout.

Esses problemas impactam diretamente a qualidade de vida e a satisfação no trabalho.

“O estresse crônico pode resultar em condições sérias como ansiedade e burnout, afetando a qualidade de vida e a produtividade do trabalhador.”

Fisicamente, o estresse prolongado está associado a doenças cardiovasculares, hipertensão e distúrbios do sono, comprometendo a saúde geral do indivíduo.

Essas condições não apenas afetam o bem-estar físico, mas também podem causar absenteísmo e alta rotatividade de funcionários.

Do ponto de vista da produtividade, o estresse pode diminuir a concentração e a eficiência, resultando em erros e atrasos nas tarefas.

A falta de gerenciamento do estresse pode criar um ciclo prejudicial, afetando não apenas o desempenho individual, mas também a dinâmica da equipe e a eficácia organizacional.

Para mitigar esses efeitos negativos, é essencial que as organizações reconheçam os sinais de estresse em seus colaboradores e implementem estratégias adequadas de suporte e bem-estar.

Quais são os principais tipos de estresse que existem?

Entender a diferença que existe entre os tipos de estresse é essencial para lidar com suas manifestações no ambiente de trabalho.

 O estresse pode se manifestar de maneiras distintas, cada uma com suas características e impactos específicos.

A seguir, exploraremos os principais tipos de estresse, sendo eles:

  • Agudo;
  • Crônico;
  • E, episódico.

Conhecer essas variações nos ajuda a identificar e implementar estratégias mais eficientes para mitigar seus efeitos na saúde e produtividade.

Estresse agudo

O estresse agudo é uma resposta imediata a eventos específicos, como uma apresentação importante ou um prazo apertado.

Caracteriza-se por uma sensação intensa, porém de curta duração.

Imagine a adrenalina antes de uma reunião importante ou a tensão ao lidar com um imprevisto no trabalho.

Esses episódios, embora breves, podem ser desgastantes se ocorrerem com frequência.

Saber identificar esses momentos e encontrar formas de relaxar, como exercícios de respiração, pode ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a resposta ao estresse.

Estresse crônico

O estresse crônico é caracterizado por ser prolongado e constante, muitas vezes associado a situações de longo prazo, como ambiente de trabalho hostil ou relações interpessoais difíceis.

Este tipo de estresse persiste por meses ou até anos, afetando a saúde mental e física dos trabalhadores de forma significativa.

Sem a devida intervenção, pode resultar em problemas sérios como hipertensão e transtornos de ansiedade.

Estresse episódico

O estresse episódico se manifesta em crises repetidas, sendo comum em pessoas que vivem em um ritmo acelerado e com múltiplas responsabilidades.

Imagine alguém que constantemente lida com prazos apertados, demandas familiares e ainda tenta manter uma vida social ativa.

Essa combinação pode resultar em episódios frequentes de estresse intenso.

É importante observar esses padrões e buscar formas de desacelerar, priorizando tarefas e momentos para um autocuidado.

Quais as diferenças entre Burnout e estresse de trabalho?

O Burnout é caracterizado como um estado de exaustão prolongada, resultante de estresse crônico no ambiente de trabalho.

O estresse, geralmente é uma resposta temporária a situações adversas.

Já o Burnout surge como uma condição mais grave e persistente, exigindo atenção especializada.

  • Causas: O estresse pode ser desencadeado por diversas situações, tanto pessoais quanto profissionais. Já o Burnout é tipicamente associado a fatores ligados ao trabalho, como carga de trabalho excessiva, falta de controle e ambiente tóxico.
  • Sintomas: Os sintomas do estresse normalmente incluem tonturas, dores de cabeça e insônia, podendo ser variados e menos intensos. Por outro lado, o Burnout apresenta sintomas mais severos, como esgotamento mental e físico, irritabilidade e baixa autoestima.

Além disso, o estresse pode ser gerenciado, mais facilmente, com mudanças de estilo de vida.

Já o Burnout requer diagnóstico e um acompanhamento mais de perto feito por profissionais de saúde mental.

7 dicas para lidar e evitar o estresse no trabalho

Embora cada pessoa lide com o estresse de uma maneira diferente, existem diversas estratégias que podem ajudar.

Vou compartilhar, aqui, 7 dicas práticas que podem te ajudar a lidar com o estresse, proporcionando um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. Confira!

1. Reconheça a sua angústia como sinal de autenticidade

O estresse é uma experiência comum e inerente à condição humana.

Imagine um profissional que esteja enfrentando um projeto desafiador em seu dia a dia.

Ao sentir-se angustiado, ele percebe que essa sensação é um reflexo autêntico da importância que atribui ao seu trabalho.

Essa angústia pode ser vista como um sinal de autenticidade, indicando que ele está realmente engajado em suas tarefas.

Aceitar o estresse como parte da vida não significa resignar-se a ele, mas sim reconhecer sua presença e buscar formas saudáveis de lidar com ele.

Ao abraçar essa perspectiva, o profissional se torna mais consciente de si mesmo e das suas emoções, abrindo espaço para o crescimento pessoal e profissional.

Lembrar que a angústia também é um indicativo de que estamos vivendo plenamente pode ser encorajador.

Afinal, não sentir nada seria um sinal de indiferença, e não de autenticidade.

2. Permita-se ser vulnerável

Ser vulnerável no trabalho pode parecer assustador, mas é um poderoso caminho para o autoconhecimento.

Imagine um gerente que, ao enfrentar um projeto complicado, decide compartilhar suas inseguranças com sua equipe.

Esse ato de vulnerabilidade não apenas o ajuda a entender melhor suas próprias limitações, mas também fortalece laços de confiança com seus colegas.

Compartilhar sentimentos e imperfeições cria um ambiente seguro, onde todos se sentem à vontade para expressar suas preocupações e pedir ajuda.

Isso não só melhora a colaboração, mas também reduz o estresse, pois ninguém precisa carregar o peso do mundo sozinho.

Ao aceitar e expor suas vulnerabilidades, você abre portas para o crescimento pessoal e profissional, criando um espaço de trabalho mais genuíno e colaborativo.

3. Imponha limites saudáveis

Em um mundo hiperconectado, saber estabelecer limites que sejam saudáveis entre a vida pessoal e profissional é fundamental para evitar o estresse.

Para isso, você pode fazer os seguintes exercícios:

  • Reconheça quando o trabalho estiver invadindo sua vida pessoal.
  • Defina horários claros para o início e término do seu expediente.
  • E, comunique esses limites aos seus colegas e superiores de forma assertiva.

Por exemplo, informe que não estará disponível após determinado horário e que responderá as solicitações no próximo dia útil.

Essa clareza ajuda a criar um ambiente de respeito mútuo e permite que você se desconecte efetivamente das responsabilidades profissionais, promovendo um equilíbrio saudável.

Implementar essas práticas é essencial para preservar sua saúde mental e garantir que você tenha tempo para o seu autocuidado e outras áreas da vida.

4. Aceite que não podemos controlar tudo

“A vida é 10% do que acontece com você, os 90% restantes são como você reage a ela.”

Esta citação nos lembra que a aceitação também pode ser uma ferramenta poderosa contra o estresse.

Em situações de trabalho, muitas vezes nos deparamos com cenários incontroláveis, como mudanças organizacionais ou prazos impossíveis.

Nessas horas, é preciso saber focar no que se tem controle.

Por exemplo, é normal que em algum momento você estará em meio a um projeto de seu trabalho que pode ser urgente.

Na maioria das vezes não há o que fazer para evitar isso, mas é possível lidar com a situação de forma sadia se você souber identificar o que está sob o seu controle.

Nessa situação, o que você pode fazer é focar seus esforços na gestão do seu tempo e em suas emoções.

Foque sempre no que é possível!

Ao aceitar que não podemos controlar tudo, reduzimos a ansiedade e liberamos energia para nos concentrar em soluções práticas.

Assim, podemos manter a calma e a produtividade, mesmo em meio ao caos.

5. Planeje e comemore pequenas vitórias

Em meio à correria do dia a dia, é comum esquecermos de celebrar ou registrar o nosso progresso.

No entanto, reconhecer e comemorar pequenas vitórias pode ser um poderoso motivador.

Concluir um relatório antes do prazo ou solucionar um problema técnico são exemplos que trazem satisfação imediata e impulsionam a motivação.

Para facilitar e valorizar esse processo, você pode manter uma lista de conquistas diárias ou semanais.

Ao revisar essa lista, é possível perceber a evolução e o impacto positivo que cada pequena vitória tem no seu trabalho.

Essas celebrações não apenas melhoram o humor, mas também reforçam o engajamento e ajudam a reduzir o estresse.

Portanto, não subestime a importância de planejar suas tarefas e celebrar cada passo dado.

Isso pode ser a chave para um ambiente mais positivo e produtivo.

6. Busque se conectar autenticamente com os seus colegas

Conexões genuínas no ambiente de trabalho são mais do que essenciais, elas são uma válvula de escape para o estresse diário.

Quando se estabelece uma relação verdadeira com os colegas, o ambiente se torna mais acolhedor e colaborativo.

A autenticidade no trabalho pode aliviar o estresse, pois cria um espaço onde expressar-se livremente não é apenas permitido, mas incentivado.

Para cultivar essas conexões, é importante reservar momentos para um café ou uma conversa informal, ouvindo ativamente o que o outro tem a dizer.

Participar de atividades em equipe ou até mesmo compartilhar uma refeição pode fortalecer laços, promovendo um clima de confiança.

7. Pratique a epoché

Na fenomenologia, a epoché é uma técnica de suspensão de julgamentos que permite observar as experiências de forma mais objetiva e desprovida de preconceitos.

Isso pode ser especialmente útil no ambiente de trabalho, onde julgamentos precipitados podem aumentar o estresse e criar conflitos.

Para aplicar a epoché, tente sempre fazer uma pausa antes de reagir a situações estressantes e reflita sobre suas percepções e emoções.

Por exemplo, ao receber um feedback crítico, em vez de reagir defensivamente, respire fundo e analise os pontos levantados de forma neutra.

Essa prática ajuda a entender melhor a situação e a responder de maneira mais ponderada e menos impulsiva.

Ao suspender julgamentos, é possível reduzir tensões e melhorar o ambiente de trabalho, promovendo uma comunicação mais clara e empática entre os colegas.

Essa é uma técnica que pode se tornar uma ferramenta a mais para ajudar gerir o estresse do seu dia a dia.

Faça o teste!

Como saber se estou com burnout?

Identificar o burnout pode não ser fácil.

Por isso, é importante ficar atento aos sintomas mais comuns e solicitar ajuda profissional para obter uma analise mais precisa.

Estas são algumas perguntas que podem lhe ajudar a avaliar a situação em um primeiro momento:

  • Você tem questionado a importância do seu trabalho?
  • Sente-se arrastado para ir ao trabalho e tem dificuldade para começar as atividades?
  • Perdeu a paciência com colegas ou clientes?
  • Falta energia para realizar suas tarefas adequadamente?
  • Você tem tido dificuldades de concentração e sensação de isolamento?
  • Teve alterações nos hábitos de sono ou dores físicas sem explicação aparente?

Se você respondeu “sim” a algumas dessas perguntas, é importante fazer uma avaliação com um profissional para identificar se está tudo bem.

Vale ressaltar que, existe uma diferença entre o burnout e o cansaço comum.

O cansaço geralmente é aliviado com descanso adequado, ou um período de férias.

Já o burnout persiste mesmo após descanso dos fins de semanas ou das férias.

O cansaço normalmente é resultado de uma carga de trabalho temporária.

O burnout, normalmente está relacionado a um ambiente de trabalho hostil e com pressão constante.

Quando e como devo procurar ajuda profissional?

Reconhecer o problema é o primeiro passo para conseguir buscar ajuda.

A ajuda psicológica é o caminho que irá te ajudar a identificar e esclarecer se o que você tem é algo que precisa de um acompanhamento profissional.

Dependendo da situação, esse tratamento poderá ser feito através de terapia.

Na terapia, oferecemos um espaço seguro para que o paciente possa explorar as suas emoções e desenvolver suas próprias ferramentas contra o estresse.

Se você estiver passando por essa situação e quiser fazer uma consulta de avaliação, fique a vontade para entrar em contato comigo.

Aqui, no site, você encontrará todos os meus contatos.

Terei prazer em poder auxiliar!

Buscar ajuda é um sinal de coragem em autocuidado.

Obrigado por chegar até aqui!

Foto de perfil de autor - Wilson Montevechi - Psicólogo em Campinas -SP

Wilson Montevechi

Sou Psicólogo, Professor de Filosofia e Mestre em Educação! Utilizo a abordagem Fenomenológica – Existencial afim de oferece um diálogo profundo entre a Psicologia e a Filosofia, proporcionando um maior conhecimento do Ser Humano em seus aspectos racionais e emocionais.

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